Vamos lá
Descomplicando um pouco,
Meditação é uma das formas do repouso consciente, estado de alerta e presença.
Nela encontramos o nada a fazer, nada a alcançar. A inocência e a simplicidade fazem parte do processo.
Não só a simplicidade material (pois realmente não precisa de nada além do seu tempo) mas a simplicidade e a inocência de uma criança, alí presente, quase que sem expectativas.
O estado não é duradouro no começo. Ele passa, às vezes você não consegue entrar nela, fica na superfície, e parece que não é nada, que perdeu tempo...
Mas aos poucos a entrega vai acontecendo, e os pensamentos vão perdendo a força.
É como ir numa montanha russa, depois que você conhece o trajeto dela você aproveita um pouco mais.
Aí depois de um tempo, você começa a ver as nuances do que isso dali tem de positivo, começa a ver o impacto no teu dia a dia, e conseguir fazer daquilo uma prática virtuosa.
Calma, existem duas versões: aquela sentada, quietinha tentando ouvir a fonte dos pensamentos, e a outra, na confusão do dia dia, no tormento diário de inúmeros desejos, vontades, pensamentos, etc.
E aí então, é necessário um diálogo com essas duas versões. A negociação não é fácil, e talvez seja o pulo do gato.
Talvez o mais difícil é aceitar o mistério que a meditação te traz. Que nem tudo precisa ser explicado e resolvido.
Precisa ser sentido. Pois dessa forma acontece a coerência entre o coração e mente.
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